Como usar óleos essenciais e vegetais

O que são óleos essenciais e vegetais?

Óleos essenciais

São substâncias voláteis extremamente concentradas, que possuem princípios ativos de acordo com suas composições químicas. Conforme à planta, o óleo essencial terá características diferenciadas de aroma, cor e densidade. Podem ser usados diluídos em veículos carreadores sobre a pele, através de massagens, cremes, loções, gel ou puro e através da inalação. Dependendo da forma de uso provocará efeitos físicos, mentais e emocionais, alterando a respiração, os batimentos cardíacos, pressão arterial, estados de ânimo, concentração, etc.

Quando inalamos um óleo essencial podemos obter efeitos físicos e emocionais. Isso porque existem duas rotas para as moléculas odoríferas:
a) O conjunto de estruturas cerebrais responsáveis pelas nossas emoções, chamado de sistema límbico;
b) Os pulmões, que através dos alvéolos levam os componentes químicos dos óleos essenciais para a corrente sanguínea

Os óleos essenciais são lipossolúveis (dissolvem em gordura). Isso significa que não há barreiras em nosso corpo para agirem de forma rápida e eficaz. Quando utilizamos os O.Es na massagem ou na forma de um creme para os cuidados do dia a dia, eles penetram pelo ducto da glândula sudorípara, passando pela epiderme, derme e hipoderme com muita facilidade.

Óleos vegetais (ou Carreadores)

Podem ter emprego na massagem como veículos que carregam para dentro da pele o óleo essencial diluído (ou seja, eles trabalham em parceria). Também podem ser usados na culinária, como fonte de ácidos graxos essenciais, como é o caso da linhaça e do girassol, ou de compostos bioativos para a saúde como o óleo de abacate (fitoesteróis), côco babaçu ou palmiste (ácido láurico), neem (azadirachtina), andiroba (limonóides), etc.

Abaixo, algumas sugestões de utilização dos carreadores:

Pele seca - Óleo de amêndoas, Manteiga de cacau, Manteiga de karité, Óleo de palma, Óleo de oliva
Pele normal - Óleo de milho , Óleo de gergelim, Óleo de soja , Óleo de canola , Óleo de jojoba , Óleo de calêndula
Pele oleosa - Óleo de semente de uva , Óleo de girassol, Óleos de castanhas

Por que a validade costuma ser curta?

Óleos essenciais 100% naturais e puros (sem conservantes) possuem uma validade de 1 a 3 anos, no máximo. Após esse período eles começam a oxidar e perder suas propriedades terapêuticas. 
Mas, uma dica para conservar seus óleos essenciais e não perder nenhuma gotinha do O.E por causa da validade, é conservá-los sempre em uma geladeira. Eles podem durar o dobro do tempo informado no rótulo!
Procedimento: Feche bem a tampa do O.E coloque-o em uma caixa de MDF (para proteger da luz da geladeira e evitar que aroma propague pelos alimentos da geladeira). Deixe num cantinho, mas nunca na porta da geladeira (essa parte da geladeira é facilmente contaminada por bactérias).


Como usar óleos essenciais?
  
A utilização dos óleos essenciais como recursos terapêuticos são os mais diversificados. Veja abaixo alguns métodos fáceis e populares de usar os óleos essenciais:

Inalação

Direta - tratamento de problemas específicos do aparelho respiratório, como asma, bronquite, sinusite, etc
6-15 gotas em vaporizador de ambiente à quente ou 1-6 gotas em inalador de máscara ou 1-2 gotas em lenço.
Indireta - para efeito psicológico (emocional)
6-15 gotas em difusor ambiental (réchaud) de vela, lâmpada ou à frio.
Através de um aromatizador pessoal de 1-3 gotas.
 
Banho e compressas

Banho - dilua de 6-8 gotas de óleo essencial em 2 dedos de água num copo com shampoo, ou dois dedos de álcool, ou leite tipo A, ou ainda água com mel para diluir e coloque na água da banheira.
Para peles muito ressecadas pode-se utilizar ainda óleo vegetais para diluição, como amêndoas, semente de uvas ou babaçu.
Nunca pingue óleo essencial puro na água, pois pode ocasionar ardência devido ao calor da água dilatar os poros da pele e o óleo penetrar muito rápido.
Compressas - utilize 4-6 gotas de óleo essencial numa bacia com 50ml de água e vá molhando a compressa e aplicando no local.
Pedilúvio 3-6 gotas na água.
 
Massagem, cremes, géis, argilas

* Diluição: 2% - Usada p/ peles muito sensíveis e com tendência alérgica (tipo de bebês) e óleos caros e fortes. Comum a óleos de massagem, cremes faciais, argila terapêutica, leite hidratante e gel
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 2-3 gotas de óleo essencial 50ml ou 50 gramas – 22 gotas ou 1ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5ml de óleo essencial.
 
* Diluição: 3% - Usada comumente na massagem aromaterápica para melhor ação medicinal. Usado em óleos de massagem, gel e cremes.
1 colher de sopa de óleo vegetal – cerca de 5-6 gotas de óleo essencial.
50ml ou 50 gramas – 33 gotas de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 66 gotas de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 165 gotas de óleo essencial.
 
Ingestão
* Forma de uso restrita somente a profissionais treinados e capacitados ao seu uso através de algum curso de aromatologia.


Como diferenciar óleos sintéticos e óleos puros de qualidade?

Ter cuidado na obtenção de seu produto é uma questão de responsabilidade, que deve ser verificada e levada a sério para que não haja prejuízos para a saúde. Desta forma, você evita de comprar por engano essências sintéticas, que não possuem propriedades medicinais. Alguns fatores podem ser observados no ato da aquisição:

- Um óleo essencial jamais será vendido em vidro ou plástico transparente, pois em contato com a luz ultra-violeta (UV) oxida-se com facilidade, perdendo então suas propriedades terapêuticas. Ao ser adquirido deve estar conservado em frascos de cor (âmbar ou azul por exemplo). Mesmo assim, temos encontrado uma grande variedade de produtos sintéticos sendo vendidos nestes frascos aqui no Brasil, até mesmo por seus custos serem menores.

- Os óleos naturais costumam durar mais tempo na pele, quando empregados como perfumes ou quando utilizados na massagem, contrário aos sintéticos que não permanecem às vezes mais do que poucas horas. Esta é a grande diferença entre os perfumes franceses que utilizam também óleos naturais e os nacionais que usam somente essências sintéticas.

- Produtos com cheiros alterados, com odor de álcool ou óleo de cozinha são produtos adulterados e devem ser deixados de lado, a não ser que sejam vendidos com uma finalidade específica, como uso na massagem, ou rotulados como diluídos, como acontece muitas vezes com os óleo de rosa e jasmim, que por serem muito caros, costumam ser diluídos a uma proporção de 10 ou 20% em óleo de jojoba, girassol ou germe de trigo para baratear seu custo. Mesmo assim, jamais virá a custar muito barato como alguns sintéticos normalmente comercializados dentro do Brasil.

- Óleos naturais jamais irão custar o mesmo preço, pois necessitam de proporções diferentes de matéria-prima da planta para se produzir óleo, assim como, de acordo com seu país de procedência, possuirão preços de custo também diferentes (aí entram também taxas de câmbio, importação e exportação, vigilância sanitária, etc).
Por exemplo, para conseguir-se 1 litro de óleo de eucalipto globulus, necessita-se aproximadamente de 30-50kg de folhas.
Por outro lado, para conseguir-se a mesma quantidade em óleo de rosas (1 litro), gasta-se de 1 a 3 toneladas de pétalas, o que equivale a 1 hectare de plantação de rosas. Daí seu preço jamais vir a ser o mesmo que o de um óleo de eucalipto.

- Fique atento ao rótulo, que deve sempre constar as seguintes informações:
1. Nome popular mais comum da planta
2. Nome científico (botânico)
3. Parte da planta usada para extração
4. País de origem, quando houver
5. Referência de quimiotipo, quando houver
6. Porcentagem de princípios ativos, se for o caso
7. Data de envase ou extração e validade
8. Número do lote do produto
9. Nome e registro da empresa/fabricante


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Quais os cuidados que se deve ter ao usar óleos essenciais e vegetais?

Lembre-se que os óleos essenciais possuem substâncias altamente concentradas. Não faça uso de óleos essenciais via oral, por exemplo, sem a devida orientação de um profissional especializado na área. Evite o uso de óleos que possuem furanocumarinas sobre a pele em locais de grande exposição ao sol, pois podem causar fototoxidade gerando queimaduras de pele e manchas escuras. Dentre os óleos que possuem estes compostos podemos citar os cítricos como o limão, bergamota, lima, grapefruit, laranja da terra, tagetes, cominho, verbena, raiz de angélica, arruda e opopanax. Evite durante a gravidez os óleos com alto teor de toxidade, pois pode causar problemas.

Contra-indicações:

Gravidez - Evitar os óleos de cânfora, tuia, salvia dalmaciana, salvia esclaréia, funcho, erva-doce, anis estrelado, dill (endro), wintergreen, bétula, sabina, salsa.
 
Distúrbios do fígado - Evitar os óleos de menta e hortelã, casca de canela, cássia, funcho, erva-doce, anis estrelado, cravo, pennyroyal, buchu, sassafrás, sabina e óleos ricos em furanocumarinas.
 
Distúrbios renais - Evitar os óleos de limão, bergamota, salsa, wintergreen, bétula e os gelados ricos em cânfora (alecrim), mentol (hortelã), e cineol (eucalipto).
 
Pressão alta - Evitar óleos que contenham cânfora.
 
Pressão baixa - Evitar os óleos de alho, cebola, lavanda, pau rosa, palma rosa, eucalipto globulus, capim limão ou cidreira, verbena.
 
Epilepsia - Evitar os óleos de cânfora, alecrim da horta, lavanda spike.
 
Hemofilia, distúrbios na coagulação do sangue - Evitar os óleos de wintergreen, bétula doce.
 
Glaucoma e hiperplasia prostática - Evitar óleos de capim cidreira, capim limão, verbena, capim espartilho, e outros contendo alto teor de citral.


Como os óleos são extraídos das plantas e das flores?

- Prensagem a frio
Geralmente usado em extração de óleos essências de frutas cítricas como bergamota, laranja, limão e toranja.
Qualidade do produto final: apresenta boa qualidade.
O método: As frutas cítricas são prensadas para extração dos óleos e do suco. Depois, é efetuada uma centrifugação para separar o óleo essencial puro.

- Destilação a vapor 
Geralmente usado em folhas e ervas, mas nem sempre é indicado para extrair-se o óleo essencial de sementes, raízes, madeiras e algumas flores, porque devido as altas pressões e temperaturas empregadas no processo as frágeis moléculas aromáticas podem perder seus princípios ativos.
Qualidade do produto final: satisfatória, para óleos essenciais de folhas e ervas que não sofrem modificações com altas temperaturas e pressões.
O método: A destilação a vapor é o mais comum método de extração de óleos essenciais. Esta é feita em um alambique, onde partes da planta frescas ou secas são colocadas. O vapor, saindo de uma caldeira, circula por onde a planta se encontra, forçando a quebra das bolsas intercelulares, fazendo liberar os óleos essenciais presentes na planta. Os óleos voláteis apresentam tensão de vapor mais elevadas que a da água, sendo, por isso, arrastadas pelo vapor d'água, saindo no alto do destilador, e a seguir passa por um resfriamento, através do uso de uma serpentina que está em contato com um líquido (água) a temperatura mais baixa. Então a água e óleo são condensados. Nesse produto de saída pode se ver a diferença de duas fases, óleo na parte superior e na inferior a água; elas são separadas por um processo de decantação. A água que sobra deste processo recebe o nome de água floral, destilado, hidrosol ou hidrolato. Ela contém muitas propriedades terapêuticas extraídas da planta.

- CO2 supercrítico
Geralmente usado em extração de óleos essenciais de frutas cítricas como bergamota, laranja, limão e toranja. 
Qualidade do produto final: ótima qualidade. Os óleos obtidos por esse método se assemelham muito aos aromas da planta viva. 
O método: As partes das plantas a serem extraídas são colocadas em um tanque onde é injetado dióxido de carbono supercrítico, isto ocorre a extrema pressão de 200 atmosferas e temperaturas superiores de 31°C. Nessa pressão e temperatura o CO2 atinge o que seria um quarto estado físico, no qual a sua viscosidade é semelhante a de um gás, mas a sua capacidade de solubilidade é elevada como se fosse um líquido.
Uma vez efetuada a extração faz-se com que a pressão diminua e o gás carbônico volta ao estado gasoso, não deixando qualquer resíduo de solvente. A grande solubilidade e a eficiência na separação tornam o CO2 supercrítico mais indicado para ser utilizado na indústria do que solventes orgânicos.
Por CO2 supercrítico podem ser retirados os terpenos presentes nos óleos essenciais, tornando assim um óleo essencial mais puro.

- Extração com solventes voláteis
Geralmente usado em delicadas plantas, para óleos usados em perfumaria e cosméticos.
Qualidade do produto final: apresenta maior rendimento que outros processos e produtos que não podem ser obtidos por qualquer outro método. Mas o óleo extraído contém resquícios do solvente utilizado.
O método: As plantas são imersas em um solvente químico adequado (pode ser utilizado a cetona, hexano ou qualquer derivado do petróleo) usado para extrair os compostos aromáticos da planta e fornecer um produto denominado concreto. O concreto pode ser dissolvido em álcool de cereais para remoção dos solventes. Com a evaporação do álcool temos o absoluto. No processo de extração do concreto não só se obtém óleo essencial mas também ceras, parafinas, gorduras e pigmentos. O concreto apresenta uma consistência pastosa. Já absoluto não é somente sujeito a uma limpeza dos solventes empregados, assim como de obter uma mistura mais purificada de ceras, parafinas e substâncias gordurosas presentes, o que leva o produto final ter uma consistência mais líquida. O teor de solvente no produto final varia de 1% a 6%. Apesar do rendimento ser bem maior e o custo benefício bem maior que o da enfleurage, os óleos obtidos por extração a solvente apresentam resíduos de solvente no final do seu processo, o que pode fazer perder uma parte da eficácia terapêutica.


- Enfleurage
Geralmente usado em pétalas de flores que tem compostos sensíveis demais para usar outros métodos, e que tem uma quantidade pequena de óleos essenciais.
Qualidade do produto final: satisfatória.
Na enfleurage (Itália), que também recebe o nome de enfloração ou expressão são utilizadas flores frescas que tem baixo teor de óleos essenciais e que são extremamente delicadas, ao ponto de não poderem ser usadas outros métodos mais práticos, como arraste por vapor d'água. Algumas dessas flores, como é caso do jasmim, podem continuar a produzir seu perfume até 24 horas depois de retiradas da planta.
O método propriamente dito consiste basicamente em colocar tais pétalas em um chassi, que é uma armação com placa de vidro, recoberta de gordura e compostos preservativos por ambos os lados. Estas placas são postas umas sobre as outras, de modo a evitar o contato direto com o ar atmosférico. As pétalas são substituídas por outras frescas por um período que pode variar conforme o caso, mas usualmente tende a ser 24 horas. Após 8 a 10 semanas, a gordura chega a seu ponto de saturação em relação aos óleos das flores. Com isso, esta é removida e sofre uma extração por álcool, aproveitando-se do princípio de maior solubilidade neste solvente, para a recuperação do perfume. Esta solução é resfriada para remoção da pequena quantidade de gordura dissolvida, e recebe após isso o nome de "extrato" das flores. Este passa por um processo de destilação, visando finalmente separar o solvente dos óleos essenciais desejados.

- O que significa GT (geotipo) e QT (quimiotipo)?
  
Quimiotipos
O quimiotipo é uma variação biológica de uma planta causados pelos efeitos da luz, do solo, temperatura e condições meteorológicas. Botanicamente algumas plantas são idênticas, mas suas composições são diferentes. Quimiotipos diferentes do mesmo óleo essencial, as vezes, têm efeitos diferentes. Devido a este motivo é muito importante observar no rótulo do produto se consta esta informação. O alecrim, tomilho , manjericão, são plantas que podem mudar drasticamente a composição química de seu óleo essencial conforme a subspécie, o que interfere decisivamente na finalidade terapêutica de seus óleos.
A composição química dos óleos e % de seus princípios ativos é dada pela análise por cromatografia.

Geotipos
Outras plantas da mesma subspécie geram o que chamamos de geotipos mutáveis, ou seja, raças químicas determinadas por influências climáticas ou geográficas e os tipos de cultivos empregados. A temperatura, a umidade relativa, a duração total de exposição ao sol e o regime de ventos exercem uma influência direta, sobretudo sobre as espécies que possuem estruturas histológicas de estocagem na superfície. Nos vegetais em que a localização de tais estruturas é mais profunda, a qualidade dos óleos voláteis é mais constante. Exemplo disto é a hortelã-pimenta (Mentha piperita), que, quando cultivada em períodos de dias longos e noites curtas, apresenta um maior rendimento de óleo, com teor aumentado de mentofurano; ao contrário, noites frias favorecem a formação de mentol. Deve-se, preferencialmente coletar plantas ricas em óleos voláteis bem cedo pela manhã ou à noite, pois o período de exposição ao sol pode provocar uma perda quantitativa importante do óleo existente no vegetal. O grau de hidratação do terreno e a presença de micronutrientes (N, P, K) também podem influenciar na composição dos óleos voláteis. Não se pode, entretanto prever ou estabelecer um único padrão; já que cada espécie reage de forma diferenciada.

Fonte: Laszlo
(Conteúdo adaptado e editado por equipe Beleza do Campo)

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