A polêmica do Óleo de Coco: faz bem ou faz mal?

Na última década, uma ala de especialistas passou a divulgar uma série de benefícios do Óleo de Coco, rico em triglicerídeos da cadeia média (MCTs), que poderiam fazer coisas maravilhosas para o cabelo, a pele e a saúde. Outra ala o coloca como um alimento a ser evitado (na melhor das hipóteses) e um indutor de ataque cardíaco (na pior das hipóteses). E agora?

Os fãs do Óleo de Coco têm com o que se alegrar. É certo que parte da sua constituição é de MCTs, ácidos graxos rapidamente absorvidos e convertidos em energia para as células cerebrais e corporais. Portanto, é mais provável que o seu corpo queime essas calorias em vez de convertê-las em gordura. Elas também são menos prejudiciais que outras gorduras saturadas e podem aumentar os níveis de colesterol bom, o HDL. Sim, há gorduras saturadas distintas, e essa é uma discussão recente nas pesquisas que envolvem alimentação saudável. "A gordura saturada é dividida em vários tipos, com base no número de átomos de carbono na molécula, e cerca de metade da gordura saturada no coco é a variedade de 12 carbonos, chamada ácido láurico. É uma % mais alta do que na maioria dos outros óleos e provavelmente é responsável pelos efeitos bons do HDL do coco", disse Walter Willett, médico da Harvard School of Public Health (fonte: https://health.harvard.edu/staying-healthy/coconut-oil). A recomendação continua sendo evitar hidrogenados e refinados. E se quiser cozinhar com o óleo de coco, opte pelo extravirgem, sem processamento químico e fonte de ácido gálico, vitamina E e polifenóis, redutores de inflamações.

No quesito cosmético, o Óleo de Coco tende a ser bom para cabelos danificados, quimicamente tratados ou expostos aos raios UV, pois é rapidamente absorvido por causa de de sua estrutura de ácidos com cadeias curtas e retas. Na pele, é um ótimo antibacteriano e antifúngico para prevenir eczemas e infecções, devido ao ácido láurico, que compõe quase 50% dos seus ácidos graxos. Um estudo da Universidade de Michigan testou as propriedades antibacterianas de 30 ácidos graxos contra 20 bactérias. O ácido láurico foi o mais eficaz (https://ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC444260). Porém, o óleo de coco é 4 na escala (de 0 a 5) de ingredientes comedogênicos. Dessa forma, ele pode "entupir" os poros. Quem tem pele oleosa e acneica, deve usá-lo com cautela.

TEXTO: BRUNO VIEIRA FEIJÓ, da loja online Beleza do Campo

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