Microplásticos são detectados no sangue humano

O ano de 2022 será lembrado por muitos feitos. No mundo dos esportes, por exemplo, a Argentina venceu a França nos pênaltis e levou o tricampeonato, na Copa do Mundo do Catar. No quesito poluição marinha versus saúde humana, 2022 ficará mais marcado como o ano em que foi encontrado pela primeira vez microplásticos em amostras de sangue humano. O estudo foi feito pela Vrije Universiteit Amsterdam, na Holanda, e publicado na revista Environment International, em março de 2022. Foram coletadas 22 amostras de sangue de doadores anônimos, todos adultos saudáveis, e a presença de microplásticos foi detectada em 17 amostras, ou seja, em 80% das pessoas testadas. A descoberta mostra que as partículas podem viajar pelo corpo e se alojar em órgãos. “Nosso estudo é a primeira indicação de que temos partículas de polímeros em nosso sangue”, disse à imprensa, na ocasião, o professor Dick Vethaak, ecotoxicologista da Vrije Amsterdam. Alguns meses antes, pesquisadores da USP, no Brasil, apresentaram resultados de uma pesquisa que também identificou a presença dos mesmos materiais no organismo humano — desta vez no tecido pulmonar, com 20 casos analisados e 13 tecidos contaminados.

Os microplásticos são pequenos pedaços de plástico com menos de 5 mm de comprimento — eles são gerados quando pedaços maiores de plástico se decompõem no solo ou no mar, poluindo o meio ambiente. Nos estudos, os tipos de plásticos encontrados foram principalmente PET, polipropileno, polietileno, poliestireno, poliamida e acrílicos. Hoje, suas partículas estão presentes literalmente em todos os lugares: nos oceanos, no ar, na neve do Himalaia e até nas placentas humanas. Eles chegam até o organismo através de produtos de higiene e cosméticos que utilizam o material em suas fórmulas, mas também da carne de animais contaminados, da água que bebemos ou até mesmo por inalação do ar.

Os efeitos dos microplásticos no corpo não são totalmente conhecidos. A priori, eles não são fatais imediatamente após a ingestão por organismos vivos. No entanto, é cada vez mais reconhecido que os microplásticos podem oxidar ou estressar as células por meio de processos biológicos. Alguns estudos iniciais, baseados em modelos de cultura celular (in vitro), mostram que a presença de microplásticos de nylon no tecido pulmonar pode afetar o desenvolvimento de células tronco, prejudicando pulmões em desenvolvimento e a cicatrização das vias aéreas em caso de doenças. Outro estudo, publicado em agosto de 2021, descobriu que os microplásticos podem se prender às membranas externas dos glóbulos vermelhos e limitar sua capacidade de transportar oxigênio.

Porém, as perguntas mais importantes só poderão ser respondidas quando houver mais pesquisas abrangentes sobre o assunto, disse Vethaak: “As partículas ficam retidas no corpo? Elas são transportadas para quais órgãos? Podem passar pela barreira hematoencefálica? Esses níveis são suficientemente altos para desencadear doenças?".

Fontes: 
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0160412022001258
https://www.eurekalert.org/news-releases/924520

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